Esse texto, por ser grande demais, resolvi separá-lo por partes... assim não vai ficar muito cansativo de ler em um só post e assim posso até, quem sabe, deixar vocês um pouco curiosos. EU ACHO.
Minha avó, no leito de seus últimos dias, me chamou na cama do hospital e começou a contar sobre a história dos Dionísios.
Minha avó, no leito de seus últimos dias, me chamou na cama do hospital e começou a contar sobre a história dos Dionísios.
Sicília... mais ou menos em 1910 eles se conheceram.
Ele, um judeu Sefardita, vindo da Espanha.
Ela, uma cantora de bar, originada da Itália.
Alfaiate, trabalhava para famílias renomadas no ramo da política. Seu expediente havia terminado um pouco antes do de costume, então, ele e seu amigo Antônio foram a um pequeno bar localizado a umas 4 casas de lá.
Era um dia quente de verão, mas mesmo assim, vestia uma blusa de linho, suspensório e sua inseparável boina xadrez.
No caminho do bar, ele se assustara com a velocidade que passara um carro. Coisa que só os ricos tinham.
Havia sido a primeira vez que ele tinha visto um de tão perto, um susto enorme, e começou a gritar e xingar o motorista que lá dirigia "Cazzo!", "Farabutto!", puto da vida seguiu em direção ao seu destino.
Onde de lá, viu uma mulher com um vestido vermelho longo, mostrando uma de suas pernas e ficou embriagado com seu perfume, seus cabelos e sua atitude ao entrar no recinto tão farto de homens.
- Será que ela é mulher de algum fanfarrão? pensou rindo.
Ao entrar no bar, sentou-se e ficou conversando com seu amigo. Pediu um copo de uísque. Ele era viciado em uísque. Após uns 4 copos, já querendo pagar a rodada de seus novos amigos. Saiu para mijar e fumar um cigarro. Fumou e jogou a piola na sarjeta da calçada, onde haviam outras inúmeras.
Escutou uma voz feminina e resolveu entrar as pressas, para saber de quem era a dona daquela voz hipnotizante. Surpreso, vira que era a mesma mulher que havia visto algumas horas antes, saindo daquele carro desgovernado. Saiu correndo para a florista mais próxima e comprou um ramalhete de margaridas, nunca foi bom em escolher flores, mas sentiu que ela gostasse de belas margaridas.
Voltou as pressas, mas viu que ela já tinha terminado de cantar. Foi correndo ao camarim e, calmamente, bateu na porta três vezes.
- Entre
Entrou. Primeiro começou a se apresentar, disse quem era. Amigos de influentes. E deu as margaridas,
- Eu não sabia se você iria gostar... mas pensei em ti quando olhei para elas.
- Margaridas?! Que lindas! Eu não sabia que você tinha esse apreço por mim. Respondeu envergonhada.
Mas que porra... pensou, - Sim, claro!
- Anote meu endereço e mande-me uma carta com o seu. Estarei aguardando ansiosamente.
Beijou-a na mão e retirou-se com seu amigo embriagado. Foi correndo para casa pesquisar nos livros da mãe qual o significado das margaridas que havia pego. "Você é tudo para mim". Bola dentro.
Passou duas semanas pensando no que diabos iria escrever na carta, mas só sabia que a imagem dela estava impregnada junto com seu cheiro.
Pegou o papel e começou:
"É difícil escrever sobre o que penso quando você é a musa da minhas ideias,
Ou o por quê disso, ou o porque de não saber dizer o porque de te admirar,
Ou se porque sinto isto significa que te amo, ou amo isso,
Sentindo assim que te amo, ou se amo você por te amar,
E sentir isso por ter amar, e ter amor pelo sentimento que sinto quando penso em você,
Ou se quero estar com você porque amo você pelo fato de estar com você, não sei.
Na verdade sei nem o que escrevi. Só quero pedir desculpas pela demora da carta.
Nunca fui bom em cartas."
Apos dois dias obteve uma responta, uma resposta com um cheiro floral, com uma letra belíssima e um papel de carta escrito:
"Por que demoraste tanto?
Me encontre na praia as 15h para conversarmos"
Havia sido a primeira vez que ele tinha visto um de tão perto, um susto enorme, e começou a gritar e xingar o motorista que lá dirigia "Cazzo!", "Farabutto!", puto da vida seguiu em direção ao seu destino.
Onde de lá, viu uma mulher com um vestido vermelho longo, mostrando uma de suas pernas e ficou embriagado com seu perfume, seus cabelos e sua atitude ao entrar no recinto tão farto de homens.
- Será que ela é mulher de algum fanfarrão? pensou rindo.
Ao entrar no bar, sentou-se e ficou conversando com seu amigo. Pediu um copo de uísque. Ele era viciado em uísque. Após uns 4 copos, já querendo pagar a rodada de seus novos amigos. Saiu para mijar e fumar um cigarro. Fumou e jogou a piola na sarjeta da calçada, onde haviam outras inúmeras.
Escutou uma voz feminina e resolveu entrar as pressas, para saber de quem era a dona daquela voz hipnotizante. Surpreso, vira que era a mesma mulher que havia visto algumas horas antes, saindo daquele carro desgovernado. Saiu correndo para a florista mais próxima e comprou um ramalhete de margaridas, nunca foi bom em escolher flores, mas sentiu que ela gostasse de belas margaridas.
Voltou as pressas, mas viu que ela já tinha terminado de cantar. Foi correndo ao camarim e, calmamente, bateu na porta três vezes.
- Entre
Entrou. Primeiro começou a se apresentar, disse quem era. Amigos de influentes. E deu as margaridas,
- Eu não sabia se você iria gostar... mas pensei em ti quando olhei para elas.
- Margaridas?! Que lindas! Eu não sabia que você tinha esse apreço por mim. Respondeu envergonhada.
Mas que porra... pensou, - Sim, claro!
- Anote meu endereço e mande-me uma carta com o seu. Estarei aguardando ansiosamente.
Beijou-a na mão e retirou-se com seu amigo embriagado. Foi correndo para casa pesquisar nos livros da mãe qual o significado das margaridas que havia pego. "Você é tudo para mim". Bola dentro.
Passou duas semanas pensando no que diabos iria escrever na carta, mas só sabia que a imagem dela estava impregnada junto com seu cheiro.
Pegou o papel e começou:
"É difícil escrever sobre o que penso quando você é a musa da minhas ideias,
Ou o por quê disso, ou o porque de não saber dizer o porque de te admirar,
Ou se porque sinto isto significa que te amo, ou amo isso,
Sentindo assim que te amo, ou se amo você por te amar,
E sentir isso por ter amar, e ter amor pelo sentimento que sinto quando penso em você,
Ou se quero estar com você porque amo você pelo fato de estar com você, não sei.
Na verdade sei nem o que escrevi. Só quero pedir desculpas pela demora da carta.
Nunca fui bom em cartas."
Apos dois dias obteve uma responta, uma resposta com um cheiro floral, com uma letra belíssima e um papel de carta escrito:
"Por que demoraste tanto?
Me encontre na praia as 15h para conversarmos"
