...De tanto lutar por algo acabei fodida
Insistir já não é uma opção a ser feita
E sim a ser esquecida...
"Eu não consigo imaginar como, ao invés de criar algo para unirmos uns aos outros, criam algo para nos destruir, decompor e fazer com que os sobreviventes passem essa desgraça para seu herdeiro"
No começo eu só senti um choque, um tremor fortíssimo... da janela do meu quarto vi uma nuvem em forma de cogumelo, cogumelo esse que não era flor de beleza, e sim de morte.
Morte essa que perdi todos de minha família, meus amigos... não só a carne que lá já não se distinguia quem era a pessoa, mais de alma.
Alma essa que perpetuou seguindo um caminho de dúvidas, pensando o que pôde levar alguém a fazer tamanha desgraça.
Sim, sobrevivi, ironicamente não queria... pois saberia que no final das contas, com a dor que passei, seria melhor ter partido de uma vez.
Vez seria essa que poderia me poupar de tantas futuras, de tantas perdas e de tanta desolação.
Foram 4 meses.
Meses aqueles que todos os dias acordava para uma guerra diferente, a guerra que meu corpo tramava para desistir, mas dormia como uma vitoriosa.
Vitória essa que me faz lembrar que sou humana... e que partir também não é uma opção, e sim um fardo, que muda a partir de suas expectativas.
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