I
A sua pele mais parecia um cetim
Parecíamos um quadro romantico
Conversas geraram o afeto
entrando e saindo, sempre saindo.
A ninfa fisgara um Deus
E assim, ele entara e saia
II
Não consigo compreender
Tudo aquilo, quase nada.
O céu estava cinza o ar rarefeito
A respiração ofegante, dá-me um abraço
Diga que me ama, mas
não volte.
III
"Perdão", chorei
Não consegu senti o arrependimento
Falso. Pobre. Só com você [cigarro apaga]
Meus pulmões sofrem com a dor de respirar este perdão
Não importa, querido amigo
Fugirei com você
Malas prontas.
Reformulação grotesca, imunda mas, necessariamente importante para um ego criado e já inflado.
I
A sua pele mais parecia a de um leproso
Parecíamos uma ferida escorrida
Conversas geraram indiferença
Entrando e saindo. Sempre doendo.
A razão apontara e atirara na crença
E assim, ele entrara e sangrava.
II
Não consigo compreender
De tudo aquilo, nada.
O céu estava cinza o ar rarefeito.
A respiração ofegante, aprendi sobre asfixia erótica.
Diga o que pretende fazer mas,
se mate.
III
Cuspi.
Não consegui sentir nada além de dor.
Física. Pobre. Só com você.
Meus pulmões aliviam-se com a ânsia de respirar esse fardo
Não importa, almejado inimigo.
Fugirei pra Inglaterra.
Malas prontas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário